© 2019 Associação da Família Cunha Coutinho

 

MEMBROS

Fotografias de membros da Associação da Família Cunha Coutinho

 
 

Os Barões de Nossa Senhora da Oliveira, José António Alves da Cunha Coutinho e Maria Antonieta Sanhudo de Portocarrero da Cunha Coutinho, e os seus seis filhos, fundaram a Associação da Família Cunha Coutinho.

Lavrando estatutos e registando-os oficialmente, nos quais se define a sua denominação, sede, objecto e duração; os seus sócios e suas categorias, obrigação, deveres e direitos; a composição dos Órgãos Sociais: Direcção, Assembleia Geral, Conselho Fiscal, e Conselho de Família; estabelecendo Insígnias e Patrono, e estabelecendo uma Distinção Honorífica. Em tudo como qualquer outra Associação de Direito Civil. Estabelece nos seus Estatutos, nomeadamente que:

A associação, sem fins lucrativos, prosseguirá as seguintes finalidades:

Preservar a história da família e das famílias suas aliadas.

Fomentar entre os seus membros o conhecimento da História da Família tendo em atenção o constituírem uma Família pertencente à Nobreza Histórica de Portugal e divulgá-la às novas gerações.

Registar a genealogia da família e promover o seu estudo e actualização.

Estudar a heráldica relacionada com a família.

Elaborar o livro da família.

Revitalizar, de uma forma concreta e activa, os laços de solidariedade e interdependência entre os vários membros e gerações que compõem a família.

Entender a família como toda a linhagem dos antepassados e a dos descendentes.

Facultar assessoria nas áreas da genealogia, heráldica e nobiliária da família.

Organizar reuniões alargadas da família.

Desenvolver acções que visem criar uma verdadeira cultura da família, como elemento fundamental na estruturação e desenvolvimento da sociedade humana despertando-a para os seus direitos e deveres na participação cívica.

Proporcionar às jovens gerações a oportunidade de conhecer aqueles de quem descendem por parte do pai e da mãe.

Considerar a família como uma entidade moral, económica e social persistente, cuja perpetuação deve ser preparada pela educação, protegida pela legislação e secundada pela organização da sociedade.

Informar os membros da família sobre Associações e Corporações de carácter nobiliárquico nacionais e estrangeiras e respectivas condições de adesão.

Colaborar e participar em Associações, Federações ou Instituições congéneres ou afins nacionais e estrangeiras.

Promover e cultivar os valores familiares tradicionais inerentes à sua condição de família pertencente à Nobreza Histórica de Portugal.

Como Associação de uma família pertencente à Nobreza Histórica de Portugal, subscreve o Código de Ética da Nobreza da Europa que a seguir se transcreve:

A. Dimensão Espiritual e Moral

Quer se vinculem à tradição católica, protestante ou ortodoxa ou a uma outra tradição religiosa ou filosófica, os homens e as mulheres da nobreza europeia reconhecem-se na herança espiritual que valoriza a eminente dignidade da pessoa. Nesta perspectiva, a nobreza europeia propõe aos seus membros a seguinte postura:

a) Afirmar a dimensão espiritual da pessoa humana.

b) Exprimir as suas convicções religiosas e filosóficas respeitando as dos outros, o que exclui toda a forma de intolerância ou de sectarismo.

c) Afirmar e defender a dignidade e os direitos de todas as pessoas, qualquer que seja a sua origem, a sua raça ou a sua situação social e em particular as dos mais fracos.

d) Cultivar a honestidade e o sentido de honra; assumindo um valor particular o respeito dos seus compromissos e da palavra dada.

e) Encontrar o sentido da liberdade na vontade da excelência, na aceitação das responsabilidades e no serviço desinteressado; de uma maneira geral afirmar o valor positivo do trabalho e da acção, concebidos como uma participação na edificação de uma sociedade mais humana.

B. Valores Familiares

A nobreza constitui um conjunto de famílias mais do que de indivíduos. A sua especificidade é de inscrever o compromisso pessoal dos seus membros numa continuidade familiar. Ela vê na família a célula base da sociedade, o meio ideal para o envolvimento das pessoas e o veículo pelo qual se transmitem os valores que lhe são próprios. Neste espírito, está ligada aos valores seguintes:

a) A beleza do amor conjugal, a dignidade do casamento e a necessidade de proteger a estabilidade pelo equilíbrio do lar, reconhecendo o valor da contribuição de cada um dos esposos tanto no seu papel de pais e de responsável de um lar como no exercício das suas profissões ou de outras actividades exteriores à família.

b) Abertura generosa do casal para com o futuro através de uma fecundidade responsável.

c) Importância primordial da educação no seio da família, tendo por objectivo tanto a formação do carácter e o desenvolvimento de qualidades morais como a aquisição de conhecimentos.

d) A solidariedade e o respeito entre as gerações, o recordar os defuntos e a salvaguarda do património cultural e das tradições familiares no que elas têm de melhor.

e) A solidariedade familiar alargada para lá da célula familiar de base nomeadamente através de associações de família.

C. Papel na Sociedade

O pertencer à nobreza lembra o papel social eminente que desempenhou num dado momento histórico o membro da nobreza ele mesmo ou um ou vários dos seus ascendentes. Uma das razões de ser da nobreza é a de manter pela tradição familiar, um desejo de excelência e um espírito de serviço chamados a manifestarem-se na pessoa de certos dos seus membros pelo exercício de funções dirigentes mas também, mais geralmente, por um desejo de qualidade nas relações sociais.

Suscitar vocações dirigentes.

A nobreza dos países da Europa estará destinada à degenerescência se perde a ambição de suscitar entre as suas fileiras dirigentes capazes de assumir responsabilidade nos diversos sectores da sociedade, isto não num espírito de poder ou para obter vantagens, mas para promover na sociedade os valores aos quais está ligada. Nesta perspectiva encoraja os seus membros a desenvolver as qualidades ou as atitudes seguintes:

a) Aquisição sistemática de conhecimentos, compreendendo línguas, assim como competência e qualidades de carácter necessários para assumir uma função dirigente.

b) Profissionalismo e rejeição de toda a forma de mediocridade.

c) "Liderança" fundada sobre o exemplo da dedicação, a atenção real às pessoas e capacidade de as fazer partilhar um sistema de valores claramente enunciado, ultrapassando as perspectivas imediatas do proveito e do poder.

d) Desejo de fazer prevalecer no exercício das responsabilidades uma visão a longo prazo impregnada do sentido da história.

e) Espírito de empreendimento e capacidade de assumir com coragem os riscos e os sacrifícios.

f) Espírito cívico, desejo do bem comum a todos os níveis, participação na construção da Europa e abertura à dimensão mundial dos problemas contemporâneos.

Desenvolver a qualidade das relações sociais.

Se só uma minoria dos membros da nobreza é chamada a aceder a funções dirigentes, o conjunto dos seus membros é convidado a praticar um certo estilo e a fazer prova de um desejo de qualidade nas relações sociais. Em particular são propostas as atitudes seguintes:

a) Valorizar " os recursos humanos" e procurar a qualidade das relações humanas, nomeadamente por uma atenção personalizada a cada um, em todas as esferas de actividade, mostrar o desejo do bem estar de todos e principalmente dos mais fracos e carenciados.

b) Manter os usos e costumes e mais particularmente a prática da cortesia, que exprime o respeito pelos outros e manter a harmonia das relações humanas; ter o desejo de adoptar estes usos e de os promover com discernimento.

c) Cultivar um "enraizamento" nas comunidades locais particularmente favoráveis ao desenvolvimento das pessoas; Combinar o apego à "terra" com um legítimo orgulho nacional e o sentimento de uma "cidadania europeia".

d) Tomar em consideração na escolha de uma carreira a utilidade social da ocupação exercida e não somente as perspectivas de remuneração e prestígio que ela oferece.

e) Defender o estilo de vida respeitando a natureza, gerindo os seus recursos com discernimento e protegendo o ambiente.

f) Reconhecer ao humor o papel positivo que ele pode desempenhar nas relações humanas.

g) Agir como ponto de cristalização e de orientação para o seu próximo.

E relativamente aos Sócios, estabelece quatro categorias: Efectivos, Agregados, Honorários e Beneméritos:

São sócios Efectivos as pessoas singulares, maiores, descendentes de D. Paio Guterres da Silva, de quem provém linhagem CUNHA, e de D. Garcia Rodrigues da Fonseca de quem provém a linhagem COUTINHO.

De D. Paio Guterres da Silva provém a linhagem dos CUNHA uma das mais antigas de Portugal. Adiantado de Portugal, governador de muitas terras de D. Afonso VI de Leão e seu Rico Homem, fundador dos Mosteiros de Cucujães, Tibães, S. Simão da Junqueira, S. Salvador do Couto e Santo Estevão de Vilela.

De D. Garcia Rodrigues da Fonseca provem a linhagem dos COUTINHO uma das mais antigas e ilustres de Portugal; este era filho de D. Rodrigo que foi Rico Homem do Conde D. Henrique e de seu filho o Rei D. Afonso Henriques; D. Garcia, juntamente com seu irmão, conquistou Lamego e foi casado com D. Dordia Ramires filha de D. Pinhão Rausendo, possuiu a honra de Fonseca e o couto de Leomil e teve por filho D. Egas Garcia da Fonseca, senhor do mesmo couto que se recebeu com D. Mor Pais de Curveira. Destes nasceram vários filhos entre eles D. Vicente Viegas Coutinho, senhor do couto de Leomil, que por ser de pequena extensão chamavam coutinho, de cuja designação tomou o apelido.

São sócios Agregados os menores, que poderão ser admitidos nesta categoria através do seu representante legal passando a Efectivos logo que atinjam a maioridade.

São sócios Honorários, as pessoas singulares ou colectivas que tenham prestado serviços relevantes à associação e, como tal, sejam reconhecidos pela Assembleia Geral.

São sócios Beneméritos, as pessoas singulares ou colectivas que, a favor da associação, efectuem liberalidades, deixas testamentárias ou contribuam com uma quotização significativa para a prossecução dos fins estatutários.

 

Estabelece ainda que:

A insígnia da associação é constituída por um escudo inglês de campo de ouro carregado de nove peças alinhadas três, três, três, alternadamente uma estrela de vermelho e uma cunha de azul. As estrelas dispostas em aspa (armas dos Coutinhos) acompanhadas de cunhas de Cunhas. O escudo é encimado pelo monograma CC os dois C entrelaçados o primeiro volvido de azul e o segundo de vermelho. Encimados por um coronel de nobreza de ouro com a sua pedraria. Tudo envolvido por um listel branco contendo a inscrição em caracteres maiúsculos a negro “ASSOCIAÇÃO DA FAMÍLIA CUNHA COUTINHO”. A insígnia pode ser suspensa de uma fita de seda amarelo dourado com duas margens com a largura correspondente a vinte e cinco por cento da largura total da fita, a margem direita azul e a margem esquerda vermelho.

Que o seu Patrono é:

[...] o Beato Nuno de Santa Maria, o Condestável Dom Nuno Alvares Pereira, tendo em conta as numerosas alianças ao longo da história da família CUNHA COUTINHO com a família PEREIRA, também ela uma das mais nobres linhagens de Portugal.

E por fim estabelece Distinção Honorífica nos termos:

A Associação tem como distinção honorífica a Cruz de Honra dos CUNHA COUTINHO constituída por uma cruz florenciada de vermelho, evocando o seu patrono, o Santo Condestável, carregada com as armas da associação da família CUNHA COUTINHO encimada por um coronel de nobreza suspensa de uma fita de seda partida de azul e vermelha em iguais proporções.

Que se destina a:

[...] galardoar exclusivamente membros da família e excepcionalmente pessoas que prestem serviços relevantes à associação.

QUEM SOMOS